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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A técnica do empastelamento

A próxima técnica que vou passar a vocês é a técnica do empastelamento


Para isso faremos uma bandeja



Você pode escolher um Isopor© ou papelão e cortar no tamanho e modelo desejado, mas para simplificar usaremos um pratinho de supermercado, daqueles quem vem embalados com legumes e frios, assim a gente pratica dois dos 5 "R" da Sustentabilidade (Reutilizar e Reciclar). Prefiro o Isopor© ao papelão, pois este segundo é mais poroso e serão necessárias mais camadas de jornal para impermeabilizá-lo.

Material necessário:
    ·         Um pedaço de Isopor© ou a bandejinha de legume
     ·         4 contas, tampinhas de pasta de dente, garrafa pet ou bolinhas de papel laminado amassadas do mesmo tamanho para fazer os pés da bandeja 
     ·         1 sacola plástica de supermercado ou um pedaço de plástico de uns 50cm x 20cm para alisar a massa 
     ·         Jornal para forrar a bandeja 
     ·         Cola branca para forrar a bandeja 
     ·         Tesoura para cortar a sacola 
     ·         Espátula para alisar a massa 
     ·         Cano de PVC de 15 cm de comprimento para alisar a massa 
     ·         Meia receita de massa de papier mâché 




    Como fazer a bandeja:


    1. Comece rasgando o jornal no sentido do cabeçalho para o rodapé assim como está na imagem abaixo

    Toda folha possui fibras e é importante cortarmos no sentido da fibra, do contrário você não conseguirá cortar uma tira inteira. Se o jornal for aquele encarte de bairro, por exemplo, você terá que cortar no sentido da linha da reportagem e não em colunas como esse grande. Faça Várias tiras, vamos cobrir toda a bandeja com ela.

    Você não saberá qual o sentido da fibra de uma folha qualquer. Só saberá experimentando. Segure-a e tente cortar uma tira, se sair inteira, continue. Do contrário peque a folha pelo lado e corte no sentido transverso ao corte que você tentou primeiramente. 

    2. Agora vamos passar cola na bandeja e vamos cobrir toda a bandeja (em cima, embaixo, as laterais) com as tiras de jornal. Repita essa operação umas 4 vezes.


    3. Depois da bandeja toda forrada pelas tiras de papel e cola vamos afixar as contas ou tampinhas ou bolinhas de alumínio amassadas nos quatro cantos da parte inferior da bandeja. Elas serão os pés da nossa bandeja


    4. Cubra também as bolinhas com o jornal e a cola

    5. Passe uma camada de cola em toda bandeja e deixe secar


    6. Depois abra o saco plástico, cortando uma das laterais e o fundo da sacola de modo que você possa esticá-la na mesa

    7. Coloque uma porção de papier mâché em um dos lados do plástico. Cubra com outro lado como se você fizesse um sanduíche, onde o pão é o plástico e o recheio é a massa de papier mâché


    8. Passe o rolo por cima do plástico, alisando-o e esticando-o até que pareça um pedaço de pano bem grosso, como se abre uma pizza. O plástico em cima é necessário para a massa não grudar no cano

    9. Abra o plástico

    10. Vire a massa em cima da bandeja forrada com o jornal. Coloque delicadamente a massa virada para baixo e gentilmente vá retirando o plástico que ficou por cima


    11. Coma a ajuda da espátula e as mãos, principalmente os dedos, vá dando o contorno nos pés e cantos da bandeja.

    Se aparecer alguma bolha sob a massa, faça um pequeno orifício e expulse o ar com a espátula, voltando a alisar esse local

    12. Repita os passos de 7 a 11 até cobrir toda bandeja


    13. Espere secar e finalize como quiser

    Para fazer esse acabamento eu fiz uma colagem com guardanapos, tinta PVA e verniz semi-brilho.




    terça-feira, 13 de janeiro de 2015

    Os 5 “R” da Sustentabilidade:




    Eles antes eram apenas 3: Reciclar, Reduzir e Reutilizar
    Hoje já pensaram em mais 2: Refletir e Recusar

    O Papier Mâché (PM) é excelente para nos ajudar com pelo menos 2 “R”. 

    Saiba como, destrinchando os “R”...


    Refletir sobre a compra do produto. É necessário? Eu estou precisando disso? Esse objeto terá uma vida longa? Será descartado se quebrar ou é possível consertá-lo, trocando apenas a peça com problema? A Empresa utiliza materiais não poluentes? Tem selo verde? E por aí vai... O importante é ter a consciência ao adquirir o produto.
    A ignorância não nos livra do ato de poluir mais a nossa casa. Não devemos varrer o lixo para debaixo do nosso tapete...
    Grafite do artista plastico Banksy -  banksy.co.uk/
    Recusar materiais que não sejam feitos para serem reutilizados, consertados, reciclados, etc... Ou seja o que não passou no primeiro “R” deve ser recusado.
    Reduzir o desperdício a compra por impulso, o gasto com a luz, com a água, com o gás, com o combustível, etc... Uma coisa puxa a outra e olha aí a gente fazendo a extração dos recursos naturais aumentar à toa.  
    Reutilizar objetos, transformando-os em outros objetos, mudando a sua função. Transformar uma sucata em algo novo é bacana, sai barato, a natureza agradece e você ainda leva o crédito de pessoa antenada com as tendências atuais. 
    => Olha o Papier Mâché aí geeeente! O PM é perfeito pra tal coisa, pois deixa o objeto velho ou quebrado parecendo novo!
    Reciclar a matéria prima. Papeis velhos viram papeis de carta, capa de caderno, cartões, polpa de Papier Mâché... Óleo de cozinha usado vira detergente, Garrafas pet viram fio para tecelagem, vassouras, vidro é derretido e refeito novamente, alumínio e outros metais idem.
    Em matéria de reciclagem nós conseguimos fazer fácil em casa os dois primeiros itens:papéis e óleo de cozinha. os outros correm por conta da indústria, porém nós podemos entregar para coleta ao invés de descartarmos de qualquer jeito. Já existem coletas seletivas em vários pontos do País e onde não há, sempre existe alguma cooperativa de catadores. Embalar o lixo separadamente ajuda os catadores e a Cia. de Limpeza agradece pelo lixo não ter sido remexido, revirado, rasgado etc...

    Agora uma polemicazinha...
    E as famosas sacolas de supermercado que vão parar no lixo?



    O que eu acho disso:
    Refletindo...
    Se você recusa as sacolas e embala o seu lixo em sacos plásticos biodegradáveis ou em sacolas de papel... Ótimo! Faça isso!!! Perfeito! Usou dois “R” refletiu e recusou
    Se você não faz isso está apenas jogando dinheiro fora, comparando mais material para ficar na natureza encalhado.
    Saco plástico de lixo que não se desfaz (reconheceu o azulzinho na foto ali no meio dos outros sacos?) é ainda pior do que a sacola do supermercado que você no mínimo usará duas vezes e consumirá menos. Usará três “R” – Refletir, Recusar o saco de lixo que encalha na natureza e Reutilizar a sacola para jogar o lixo fora.
    É lógico que a primeira situação é a de menor impacto na degradação do planeta.

    Fica o convite...


    VAMOS FAZER A NOSSA PARTE ?

    terça-feira, 25 de novembro de 2014

    Fazendo uma Máscara Utilizando a Massa de Papier Mâché


    A máscara é um excelente exercício para começar a trabalhar com o papier mâché, pois é simples, fácil, rápida de fazer e uma ótima ferramenta para tomar o primeiro contato.

    Através desse exercício você verá a plasticidade e as limitações da massa de papier mâché.

    As máscaras são tão antigas quanto a população humana e estão presentes em várias culturas, podendo ter diversos significados. 
    A primeira máscara encontrada data de 30.000 A.C.

    É um objeto misterioso, tem o misticismo de dar vazão a alegria, tristeza, revelar ou ocultar sentimentos.

    No Antigo Egito, eram colocadas nos rostos dos mortos. Isso a gente viu no post a História do Papier Mâché...

    Chineses, Africanos, Incas, Indianos, Gregos, Romanos... Muitos povos utilizaram as máscaras como instrumentos em cerimonias religiosas, para diversão, afastar maus espíritos, magia, curas, guerras, rituais etc...

    A seguir algumas imagens nos inspirar...


               Indonésia              Africana                      Inca                                                


    Japonesas típicas do teatro Noh e Kiogen






















    As italianas da famosa Commedia dell Arte


    No século XV, rolou o primeiro baile de máscaras em Veneza.
    Diz a lenda que isso foi bastante apropriado para poder misturar no salão toda a alta sociedade local com suas divergências e desafetos políticos.  

    Hoje as máscaras são uma das atividades econômicas e o souvenir mais característico da região.

    E o mais legal disso tudo... A maioria é em Papier Machê....

    A máscara esconde o rosto de quem a usa e mostra aquilo que realmente é desejado mostrar... Não é a toa que o fascínio pela mascar no mundo inteiro ainda perdura...

    Vamos à ela!


    Material:

    • Pode ser uma telha, um cano de PVC bem largo tipo 18mm de diâmetro, uma garrafa PET roliça, tipo a do guaraná, do maior tamanho. Pode ser também uma lata de leite em pó
    • Papel laminado para a telha. No caso da garrafa pet ou do cano isso não é necessário
    • Fita crepe para o cano ou garrafa pet
    • Para fazer relevos você poderá utilizar espátulas, palitos de churrasco, pazinhas de dentista ou manicure ou a ponta dos seus dedos
    • Jornal para forrar o local de trabalho
    • Se for trabalhar com a garrafa ou a telha, é necessário fixa-los na mesa para não ficar rolando pra lá e para cá, comprometendo o trabalho.

    Importante: 


    Se você optou por uma forma roliça, tipo a garrafa pet, lata ou canos de PVC, será necessário prender essa peça com uma tira grande de fita crepe à mesa: corte uma fita bem grande tira de fita crepe, que prenda na mesa, passe por cima da garrafa ou cano e continue até prendê-la no outro lado da mesa. Prenda quantas tiras você achar necessário. Faça isso até fixar bem o objeto. Ele não pode rolar. Tem que estar bem seguro.

    Se for trabalhar com a telha. Envolva-a em papel laminado para protegê-la e fazer com que a massa se solte facilmente.

    Modo de fazer:

    Pegue um punhado de massa e aplique sobre a telha, ou cano, ou garrafa, de modo que fique com 0,5 cm de espessura. Muito grossa demora a secar. Muito fina pode ficar quebradiça.

    Vá espalhando, alisando, modelando.

    Essa é a melhor hora! Hora de meter a mão na massa!

    L I T E R A L M E N T E !!!!

    Utilize os instrumentos que tiver para isso: espátulas (sabe aquela espátula de passar patê na torradinha? São ótimas para alisar o Papier Mâché!), palitinhos de dente ou de churrasco ou a ponta dos dedos, que eu considero a melhor opção, assim você toma intimidade com a massa.



    Faça as expressões desejadas: nariz, boca, orelha, chifres, etc...























    Ponha seu lado artístico pra fora. Solte os bichos!

    Dica: como o nariz exige um relevo maior, vale fazer uma bolinha de papel jornal ou de seda e achatá-la com a ponta dos dedos para ficar triangular. depois cole esse nariz no local escolhido e cubra-o com a massa. Assim a mascara seca mais rápido e fica mais leve. Isso também serve para fazer chifres grandes ou orelhas e queixos muito proeminentes.

    Depois da máscara pronta, espere secar de um a dois dias. Eu uso a parte de cima da geladeira, onde ninguém toca e quase ninguém percebe que o objeto está lá.

    Isso também faz com que a gente "esqueça" que a peça existe e fique querendo ajeitá-la a todo o momento, muitas vezes atrapalhando a secagem.

    É aí que eu falo sobre exercitar a arte da paciência...
    Não tem jeito.
    Temos que esperar a peça secar para podermos dar o acabamento desejado.

    O que podemos fazer enquanto a peça seca? 

    Se não lhe veio nada à cabeça, eu lhe falo: outra peça de Papier Mâché!!! JJJ

    Máscaras na parede ficam lindas em pares, em trios, misturadas a quadros, fazendo um painel atrás do sofá... Cobrindo uma cúpula de abajur. Coladas em uma tela, formando um quadro... 

    Após um dia ou dois, vai depender do calor e da umidade do ambiente, ela estará pronta para ser desenformada.

    Você pode estar pensando... Podemos acelerar esse processo? 

    Neste caso sim. 

    Colocando em forno superbaixo por uns 20 min: 

    Desliga, deixa esfriar dentro do forno, verifica e se estiver ainda úmida, ponha mais alguns minutos no forno superbaixo para continuar a desidratação, mas...

    Atenção!!! 
    Só utilize o forno apenas para o suporte da telha ou lata (de metal), pois o plástico ou papelão não resistem ao calor excessivo...

    Após a peça seca, desenforme-a, utilizando as mãos. Apenas retire-a da forma e delicadamente vá soltando o papel laminado, que normalmente fica agarrado a peça.

















    Dê o acabamento desejado.

    Esta eu fiz uma colagem com guardanapos, erradamente chamada por aí de découpage ou decupagem, mas você pode utilizar qualquer tipo de tinta ou colagem que lhe vier à mente! 
    O Papier Mâché é mágico e aceita todo tipo de acabamento: Vitral, purpurina, tinta automotiva, guache, a óleo, mosaico... tudo!


    Não é o máximo?

    Ponha a imaginação para funcionar e decorar a casa com aquela peça que você queria, mas que não acha em lugar nenhum, só usando o Papier Mâché!


    Dúvidas? É só mandar que eu respondo!


    Beijos

    quinta-feira, 25 de setembro de 2014

    História do Papel Machê ou Papier Mâché!

    Fui pesquisar na WEB para descobrir se o que eu sabia estava em comum acordo e descobrir mais material pra mostrar. O que eu sabia todos já sabiam, mas descobri uma novidade e resolvi compartilhar... Vamos a ela...

    Caixa francesa de 1880

    A História do Papier Mâché e 

    Sua rica utilização pelo mundo...



    A palavra vem do francês papier mâché, que significa papel mastigado, pois consideram que a França foi o primeiro país a divulgar a técnica criando objetos de decoração e por este motivo este nome é utilizado em muitos países, assim mesmo sem tradução. É este termos que vou me referir daqui pra frente para facilitar as traduções e o reconhecimento da técnica.

    A história do Papier Mâché se confunde com a história do papel, que foi inventado na China antiga durante a dinastia Han (206 aC - 220 dC) pois foram encontrados exemplares desses objetos que datam desta mesma época. 

    O papel era picado e misturado com uma cola para fazer uma pasta que era utilizada para adornar capacetes e escudos, modelar utensílios de decoração, tais como caixas para guardar pergaminhos e documentos, bandejas, bonecas, etc...  

    Capacetes kawari kabuto. Abaixo, o papier mâché coberto com verniz para a elaborada concha que adorna o capacete de ferro.  Século 17. Em Mueller Museum, Dallas (Texas)  E a seguir, adorno de papier mâché representando um animal sobre armação de madeira e ferro. 

    Curiosidade: dizem que O Kabuto, foi a inspiração para o capacete  Stahlhelm alemão, e o capacete de Darth Vader nos filmes de Star Wars.

    Isso é o que bomba na WEB! Até aqui eu já sabia...

    Porém, o que pouca gente sabe, é que no Egito antigo uma espécie de papier mâché era utilizado para fazer as máscaras mortuárias e sarcófagos. SIM! Os sarcófagos eram feitos com uma técnica chamada de cartonagem, que consistia em sobrepor camadas de linho ou papiro intercalados com um tipo de cola e gesso.

    É possível que os chineses tenham evoluído a técnica e substituído o papiro e o linho pelo papel que era feito a partir dessas duas fibras. 

    Essa é a famosa máscara mortuária de Tutankhamon que governou entre 1332–1323 DC
    O que de fato podemos afirmar sobre a história, é que foram os chineses que espalharam a técnica pelo oriente e os franceses pelo ocidente.


    No século 18 comunidades alemãs, juntamente com cidades da França, começaram a incluir o papel na pasta de  cerâmica e gesso para dar mais resistência às bonecas, depois essa massa foi substituída por papier mâché. Por volta de 1870 o papier mâché começou a ser usado para fazer corpos articulados de bonecas que foram usados ​​até o século 20.

    Boneca  de Ludwig Greiner 1958 (fabricante de bonecas)


    Por volta de 1725 na Europa, papier-mâché começou a aparecer como uma alternativa de baixo custo aos dourados na decoração em substituição ao gesso e a madeira esculpida em arquiteturas internas, móveis e objetos de decoração.

    Detalhe dourado de papel machê aplicado a um porta-retrato Inglês
















       


    Cadeira Vitoriana em Papier Mâché do ano de aproximadamente 1850

    No século XIX começaram a fazer barcos  de papel mâché. Existiam fábricas! A mais famosa era a Waters & Sons of Troy, New York. 

    O papel naquela época era muito mais resistente e fibroso e em camadas com cola e muitas camadas de verniz para impermeabilizar tornavam o barco resistente à água, o que agora fazemos com a fibra de vidro. O mais famoso deles foi a canoa "Maria Theresa", usado por Nathaniel Holmes Bisshop para viajar de Nova York para a Flórida em 1874-1875. Um relato de suas viagens foi publicado no livro "Voyage of the Canoa de Papel".

    Maria Theresa – canoa de papier mâché     

    Painéis de papier mâché foram utilizados no final do século 19 e início do século 20 para produzir cúpulas utilizadas nos observatórios astronômicos. As primeiras foram feitas pelo mesmo fabricante dos barcos de papel, Waters & Sons. As cúpulas utilizadas nos observatórios precisavam ser leves, de modo que pudessem girar facilmente para posicionar a abertura telescópio em qualquer direção, e grande o suficiente para que ele pudesse cobrir grandes telescópios em uso no momento. Olha o papier mâché aí gente!!!!

    O projétil Schenkl, usado na guerra civil americana, possuía um estojo de papier-mâché. 

    Como eu não fazia ideia do que era isso fui pesquisar e trouxe fotos pra mostrar o que é:
    .












    À esquerda o que sobrou de um estojo de papier mâché, disparado do projétil Schemkl da guerra civil americana
    À direita fotos da bala original com e sem o estojo de papier mâché, encontrados hoje apenas em museus e antiquários.

    As famosas sapatilhas de balé da Romênia e Rússia são feitas de papel mâché cobertas com cetim.

    Sapatilha feita com camadas de cetim, Papier Mâché, papelão reforçado e couro
    As máscaras de papier mâché do carnaval de Veneza surgiram a partir da tradição do século XVI, onde a nobreza se disfarçava para sair e misturar-se com o povo.

    Até hoje são utilizadas pelos foliões locais e são um souvenir perfeito para os turistas.

    Máscaras atuais ainda em venda em Veneza
    Aqui no Brasil o papier mâché é muito utilizado para fazer as cabeças do Bumba Meu Boi e também os bonecos gigantes do carnaval de Olinda que retratam pessoas famosas.

    Imagens do Bumba Meu Boi ou Boi Bumbá
    Os bonecos gigantes de Olinda
























    Com a tomada de consciência ecológica e a redescoberta da versatilidade do Papier mâché, ele vem se tornando indispensável no nosso dia a dia para reaproveitar, peças quebradas ou reciclar material descartado que seria encaminhado aos lixões.


    Mesas, cadeiras, luminárias, brinquedos, utensílios de decoração e toda a sorte de artefatos que a imaginação puder criar faz do papier mâché um material magico, fantástico e utilíssimo aos dias de hoje.

    Abaixo alguns exemplos:

    O gato espreguiçando foi feito utilizando jornal amassado, cola e massa de papier mâché
    Os abajures foram feitos com copos, embalagem de requeijão, gafaras de iogurte cobertos pela massa de papier mâché. Depois foram acrescentadas a cúpula e a parte elétrica


















     








    Essas pulseiras ou braceletes, como gosto de chamar, são feitas apenas com a massa massa de papier mâché utilizando formas





    Espero que você tenha gostado. 

    No próximo post vou mostrar os diversos tipos de papel e alguns e utensílios utilizados. 

    Também vou mostrar como se faz a massa de papier mâché. Com a receita mais-que-super-testada! Tudo com fotos passo a passo.


    E seguindo a série, na terceira postagem vamos fazer a nossa primeira peça: Uma máscara!